V COMIN trouxe debates contemporâneos no tratamento do paciente neurocrítico

Cerca de 500 profissionais da medicina intensiva passaram pelo Hotel Pullman entre os dias 31 de maio e 1º de junho para ouvir o que os grandes nomes da área poderiam ensinar. Era possível ver no auditório lotado os profissionais da saúde atentos a cada palavra e com os celulares a postos, prontos para registrar os slides apresentados com novos guidelines, recomendações e resultados de pesquisas. A cada novidade apresentada, os participantes discutiam ali mesmo a aplicabilidade dentro dos seus locais de trabalho.

“Pudemos discutir nesses dois dias o que há de mais atual com grandes nomes da terapia intensiva neurológica nacional e internacional. E já faço um convite para participar do sexto COMIN, daqui a dois anos”, convidou a presidente do congresso, Dra. Viviane Cordeiro Veiga.

A interatividade com os palestrantes foi facilitada em dois momentos. Um, durante as mesas de discussão que aconteciam ao final de cada tema. Neste momento, os participantes poderiam enviar suas perguntas para um número de Whatsapp e as melhores perguntas eram selecionadas instantaneamente pela mesa. O COMIN também deu espaço ao “tiro livre”, um momento em que os participantes poderiam também enviar suas principais dúvidas sobre o manejo de Derivação Ventricular Externa (DVE).
Em alguns momentos, a programação também fez questão de incluir debates significativos para a prática médica. Um deste exemplos foi o painel de fuidos em neurointensivismo em que os doutores José Arthur Brasil e Alexandre Biasi Cavalcante defenderam o uso, respectivamente, de solução salina e de solução balanceada no paciente neurocrítico.

Os estudos mais recentes também foram trazidos à tona, por exemplo, no painel Acidente Vascular Encefálico Isquêmico – Desafios Atuais. Discussões sobre o melhor momento de indicar anticoagulação pós-AVC e os melhores métodos de imagem chamaram atenção.

O exame neurológico comum, a olho nu e suas diferenças com o pupilômetro foram outro momento comentado pelos participantes, assim como as discussões entre PIC invasiva versus não invasiva. Tétano acidental e raiva humana completaram os temas do primeiro dia.

Fora do auditório, os participantes puderam também trocar conhecimentos por meio das apresentações de temas livres, no saguão do evento. Ali, eles puderam também conferir as novidades da indústria que as empresas levaram para expor no evento.

O COMIN é bianual e a sua sexta edição acontece em 2021.

Fonte: Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB)

 

 

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