“O Brasil nunca se preparou para uma assistência básica decente”, afirma Elias Knobel, criador da UTI do Hospital Albert Einstein

As UTIs são, hoje, foco de debate devido à Covid-19. Para Knobel, a pandemia só ressaltou a realidade estressantes destes profissionais e a falta de leitos. Quem trabalha em UTI, vive esse problema diariamente no Brasil. Sempre que se sai de um equilíbrio, entra a polêmica: quem irá usar o único respirador disponível? “O Brasil nunca se preparou para uma assistência básica no mínimo decente”, ressalta o médico cardiologista. Em sua visão, o governo deveria ter utilizado recursos capazes de estruturar o setor. “A associação de medicina intensiva periodicamente faz reuniões com autoridades chamando a atenção para a falta de leitos de UTI”, pontua.

Knobel destaca que os profissionais de saúde, assim como os da mídia, são os mais afetados por tensões no ambiente laboral. Dentro da medicina, a situação mais estressante é a do intensivista. As estratégias para vencer isso foi a humanização, introduzindo psicólogos e ambientes amplos, que permitem visitas e acompanhantes. “Lidamos com a vida. Você fica cuidando e, de repente, ela morre na sua cara. Isso choca. É uma coisa muito estressante e sacrificante”, destaca. Segundo o médico, na UTI, “você vive em um campo de batalha”, algo inesquecível, já que é uma situação limite. Ver um paciente que fica na UTI e precisa se despedir é um cenário no qual “as lágrimas correm”. 

Confira a entrevista completa no portal da AMIB, clicando aqui. 

 

Foto: Ensino e Pesquisa - Hospital Albert Einstein 

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